7 serial killers brasileiros e suas histórias

André Toma

1. Bandido da luz vermelha

Conhecido como o primeiro serial killer do Brasil, João Acácio Pereira matou quatro pessoas, vestido à moda da Jovem Guarda
Para os vizinhos, João Acácio Pereira era apenas um pacato e educado morador de Santos, no litoral paulista. Não sabiam que, nas madrugadas dos anos 1960, ele viajava até São Paulo para cometer grandes roubos. João cortava a eletricidade e entrava de pés descalços nas mansões. Usava um lenço vermelho para esconder o rosto, ao estilo cowboy, e uma lanterna vermelha. Quando encontrava os moradores das casas, batia um longo papo. Algumas vítimas chegaram a cozinhar para o assaltante. Depois do papo, João fugia com o dinheiro. 
O bandido era fascinado por filmes de faroeste, pela cor vermelha e gostava de imitar o rei Roberto Carlos. A fama do peculiar assaltante chegou à imprensa, que fez dele o personagem mais famoso da crônica policial da época. O Bandido da Luz Vermelha herdou o nome do norte-americano Caryl Chessman, que tinha o mesmo apelido e agia com uma lâmpada vermelha de carro de polícia, executado na câmara de gás em 1960 por 17 acusações de estupros e sequestros.
Nossa versão brasileira não era um serial killer típico, já que seus quatro assassinatos foram “acidentes de percurso”. Um foi resultado de uma briga de bar e os outros três foram mortos durante os assaltos, ao resistirem. O período de glória de João durou seis anos. Em 1967, graças às impressões digitais deixadas na janela de uma mansão, ele foi preso e tornou-se um dos criminosos mais famosos do País. Passou 30 anos na cadeia, saiu desdentado e louco. Quatro meses depois, foi morto por um tiro de espingarda numa briga de bar com um pescador, em Joinville (SC).

2. Chico Picadinho

Ele assassinou duas mulheres. Esquartejou ambas para tentar se livrar dos corpos
Francisco Costa Rocha era um corretor de imóveis boêmio. Em 2 de agosto de 1966, conheceu a bailarina austríaca Margareth Suida e a levou para seu apartamento. Lá a estrangulou, retalhou o cadáver e jogou os pedaços no vaso sanitário, mas confessou o crime a um amigo, que o denunciou. Nascia ali o Chico Picadinho. Preso em 1966, foi condenado a 20 anos de prisão. Lia Nietzsche e Dostoiévski na cadeia e acabou solto por bom comportamento em 1976. Logo voltou a matar. Dessa vez, tentou esconder o corpo da mulher retalhada numa mala. Com 73 anos, está preso até hoje em São Paulo.

3. O maníaco de Goiânia

Ele diz ter uma raiva incontrolável dentro de si. Isso seria a causa da morte de até 39 pessoas na capital de Goiás
Thiago Henrique Gomes da Rocha diz que foi estuprado por um vizinho na infância, que era vítima de bullying na escola e que foi traído pela namorada. Aos policiais, disse que convive com um ódio irracional e que, por causa dos traumas, aos 17 anos já tinha vontade de matar. Esses foram os combustíveis para, entre 2011 e 2014, ele supostamente assassinar 39 pessoas e se tornar conhecido como “Maníaco de Goiânia”.
Thiago tinha preferência por mulheres, mendigos e gays, e seu método era aleatório. Em geral, atirava na vítima a distância, de uma moto, para logo em seguida fugir. Mas outras vítimas foram estranguladas ou mortas a facadas. Capturado em 2014, aos 26 anos, confessou cada um dos assassinatos, sem arrependimento. Ainda está aguardando julgamento, e sua defesa pede absolvição alegando que o réu é doente mental.

4. O Maníaco do Parque

Fingindo ser olheiro de agências de modelo, ele atraía garotas para estuprá-las e enforcá-las
Entre 1997 e 1998, Francisco de Assis Pereira fez nove vítimas – duas das quais sobreviveram – no Parque do Estado em São Paulo. Ele dizia ser olheiro de agências de modelos e convencia as garotas a subir em sua moto e ir até o parque para uma sessão de fotos. Lá, estuprava e enforcava as jovens, antes de deixá-las no mato. Dizia ser motivado por três traumas: o assédio sexual de uma tia na infância, o relacionamento com um ex-patrão e uma namorada que tentou arrancar seu pênis com uma mordida. Condenado a 147 anos de prisão, recebeu mais de mil cartas de amor e se casou com uma das admiradoras.


5. Pedrinho Matador

Ele só matava quem “merecia”. O pai, que teve o coração arrancado, foi uma das 71 vítimas
Pedro Rodrigues Filho começou cedo: aos 13 anos, brigou com um primo e o empurrou para uma moedora de cana – o garoto sobreviveu. Aos 14, assassinou o vice-prefeito de sua cidade, que acusara seu pai de furtar merenda da escola onde trabalhava. O político levou dois tiros de espingarda na frente de casa. Em seguida, matou o vigia, que supunha ser o verdadeiro ladrão. E fugiu para Mogi das Cruzes (SP).
Na nova cidade, Pedro conheceu Botinha, a viúva de um líder do tráfico, e entrou para o comércio ilegal. Em seguida, casou com uma segunda mulher, que engravidou dele, mas foi morta por traficantes rivais antes de ter o bebê. Pedrinho juntou quatro amigos e invadiu o casamento do adversário para se vingar. Matou sete pessoas e deixou 16 feridos.
Em 1973, com apenas 18 anos, foi preso e condenado a 128 anos de prisão. E continuou a matança: fez 47, vítimas nas cadeias onde esteve. Uma delas foi o próprio pai, que matou a mãe de “Pedrinho” com 21 golpes de facão e cumpria pena no mesmo presídio. Para se vingar, Pedrinho o esfaqueou e arrancou um pedaço de seu coração, mastigou e o cuspiu. Outro preso morreu porque roncava demais, mas a maioria eram estupradores e agressores de mulheres. Para o matador, crianças e mulheres são coisas sagradas. Foi condenado pela morte de 71 pessoas – na sua conta, foram mais de 100 – nas décadas de 1970 e 1980. Para ele, todas mereceram  dizia que só matava “os maus”. Apesar do currículo, em 2007 ele cumpriu 30 anos de prisão – o máximo permitido pela lei brasileira – e foi solto. Quatro anos depois, aos 57 anos, foi preso novamente pela participação em motins. Pode sair em 2019, quando termina de cumprir pena.

6. O Vampiro de Niterói

Assassino estuprou, matou e bebeu o sangue de 13 meninos
Marcelo da Costa Andrade violentou e estrangulou 13 garotos com idades entre 5 e 13 anos, na cidade de Itaboraí, próxima a Niterói, no Rio de Janeiro, em 1991. Ele atraía meninos a lugares afastados, estuprava-os e passava a noite com eles. Ao amanhecer, asfixiava-os, estraçalhava seus corpos e bebia seu sangue na esperança de ficar bonito e puro como as vítimas. Preso, vive num hospital psiquiátrico.

7. O esquartejador de crianças

Assassino confesso de 42 garotos, o serial killer abusava e extraía a genitália das vítimas
O mecânico Francisco das Chagas Brito confessou ter matado e mutilado 42 garotos entre 1989 e 2003, no Maranhão e no Pará. O serial killer atraía meninos de 4 a 15 anos para o mato e, depois de violentá-los e matá-los, retirava dedos ou genitália para levar de souvenir. Já foi condenado a mais de 400 anos de prisão, mas segue em julgamento por outras mortes. Desde 2004, está preso em São Luís (MA).
Fonte
http://super.abril.com.br/historia/7-serial-killers-brasileiros-e-suas-historias/

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